Os principais fatores que influenciam o sucesso da rotação de culturas (com exemplos)

Tempo estimado de leitura – 10 minutos
Neste artigo, vamos mostrar em detalhes como você pode gerar gráficos de rotação de culturas com o aplicativo OneSoil e tornar a gestão da sua fazenda mais eficiente.
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Diversos fatores devem ser levados em conta ao criar um gráfico de rotação de culturas, mas alguns deles são essenciais: a diversidade de culturas e as condições geográficas. Neste artigo, discutiremos esses fatores e compartilharemos gráficos de rotação de culturas eficazes que foram criados levando-se em consideração os fatores acima.

Rotação de culturas: definição e principais benefícios

A rotação de culturas é a prática de cultivar diferentes tipos de culturas na mesma área. Por exemplo: na primeira safra, cultivamos soja, na safra seguinte o milho e, na terceira safra, feijão ou trigo. Os gráficos de rotação de culturas geralmente apresentam talhões em pousio, ou seja: talhões ociosos, onde o solo está se recuperando para a próxima safra. No Brasil, é muito comum as áreas de produção de sequeiro ficarem em pousio durante o inverno, época mais seca. É um bom momento também para cultivar algo que mantenha o solo coberto.

A rotação de culturas tem várias vantagens, quando comparada às monoculturas:
⚡ Ajuda a combater as pragas de modo mais eficaz
⚡ Previne o esgotamento do solo.
⚡Permite a obtenção de melhores condições contratuais com instituições financeiras que concedem crédito rural e seguro.

Nosso blog tem outros artigos sobre a rotação de culturas e por que elas são uma vantagem para os agricultores. A criação de gráficos de rotação de culturas é essencial para o aperfeiçoamento da gestão da sua fazenda. Veja abaixo como criar gráficos de rotação de culturas excelentes.

Como gerar um gráfico de rotação de culturas: dicas e truques

Antes de começar, devemos ter em mente que, além dos fatores-chave já mencionados, existem muitos fatores secundários que afetam a eficácia da rotação de culturas, a saber: caprichos da natureza, terreno, acidez do solo etc. Às vezes, gráficos de rotação de culturas eficazes não funcionam conforme o planejado, enquanto os ineficazes acabam gerando lucros impressionantes. Isso significa que os gráficos de rotação de culturas devem ser gerados aleatoriamente? Nem pensar! Isso significa que a rotação de culturas é uma ótima ferramenta para obter grandes rendimentos, mas não é a solução para tudo.

Certo, então vamos começar a gerar gráficos de rotação de culturas!

1º. Quanto mais diversificado o gráfico, melhor.

Quanto mais plantas você incluir em seu gráfico de rotação de culturas, maiores serão as chances de obter uma ótima colheita.

Exemplo: milho, feijão, sorgo.

Um gráfico de rotação de culturas complexo melhora a composição química do solo. Funciona assim:

  • O esgotamento de nutrientes no solo varia de uma planta para outra.

  • A profundidade do sistema radicular varia entre as diferentes plantas, o que significa que elas podem obter nutrientes de diferentes camadas do solo. Com a rotação de culturas, a diversidade de sistemas radiculares auxilia a melhorar a porosidade do solo.

  • Os resíduos da planta formam uma nova camada de húmus, logo, quanto mais diversificados eles forem, melhor será a composição química do húmus.
Além disso, uma sequência complexa de rotação de culturas é uma medida preventiva confiável para combater pragas.

Digamos que você opte por plantar milho todos os anos (na primeira e segunda safra, e na mesma área). Com o tempo, as pragas desenvolverão resistência aos agrotóxicos que você usa. Portanto, caso você não pretenda trocar de agrotóxico, a rotação de culturas pode ser uma saída para esse problema. Por exemplo, para combater os nematóides, tente plantar culturas que não sejam alvos desse tipo de praga.

Outro método que ajudará a tornar sua sequência de rotação de culturas mais complexa e eficaz é cultivar plantas perenes ou pastagens. As plantas perenes são uma fonte natural de nutrientes para o solo. As leguminosas, por exemplo, enriquecem o solo com nitrogênio. As bactérias fixadoras de N formam uma relação simbiótica com plantas leguminosas e se desenvolvem nelas, ou seja: você pode economizar muito dinheiro em nitrogênio. Além disso, graças ao seu poderoso sistema radicular, as plantas perenes evitam a erosão do solo causada pelo vento e pela água.

Exemplo: milho 一 soja 一 milho 一 soja 一 trigo 一 feijão 一 sorgo 一 soja.

2º. Leve em conta sua localização

As sequências de rotação de culturas funcionam melhor nos locais e climas específicos para os quais foram planejadas. Isso significa que as sequências de rotação de culturas podem variar bastante, inclusive dentro do mesmo país. Por exemplo, no Brasil, uma ótima sequência de rotação de culturas para o oeste da Bahia poderá não ser tão eficaz no Rio Grande do Sul.

Vamos dar uma olhada em uma sequência de rotação de culturas em regiões áridas. Aqui, todas essas sequências têm como objetivo principal a retenção de água. Com essas informações, podemos nos concentrar na escolha de quais culturas cultivar. Não é muito recomendável cultivar vegetais, cabaças, plantas medicinais, óleos essenciais e tabaco em regiões secas, porque eles têm seu próprio tipo de rotação de cultura, o qual requer solos altamente férteis e muita água.

Exemplo: soja — milho — trigo.

Para intensificar sua sequência de rotação de culturas em áreas secas, recomendamos adicionar culturas de cobertura, a exemplo da aveia, do tremoço, do girassol e do milheto. Elas permitem:

✅ Manter a fertilidade do solo
✅ Estruturar o solo
✅ Aumentar o conteúdo de matéria orgânica
✅ Reter a umidade

Para maximizar o efeito positivo das culturas de cobertura, tente combiná-las com o plantio direto. Plantio direto significa manter a integridade do solo e usar cobertura do tipo mulching vivo e palhada nos talhões. Esse método ajuda a reter a umidade e a aumentar a fertilidade do solo.

Exemplo: trigo — milho — cevada — pousio.

O Dr. Dwayne L. Beck, pesquisador agrícola dos EUA, descreveu em detalhes um caso que desencadeou a sequência de rotação de culturas.

A lagarta da raiz do milho é a personagem central dessa história, que se passa no cinturão do milho nos EUA. Essa praga é uma presença frequente dos muitos campos de milho dessa área. Os agricultores locais a combatem usando agrotóxicos e rotações de culturas (por exemplo, milho 一 soja). No passado, o cultivo da soja costumava reduzir a população dessa lagarta. Porém, após vários intervalos de um ciclo de milho–soja, ela desenvolveu uma nova estratégia de sobrevivência. Na parte oeste do cinturão do milho, as larvas dormentes durante o "verão do milho" não eclodiram na primavera seguinte nas lavouras de soja. Em vez disso, elas demoraram mais de um ano para eclodir. Na parte leste, a fêmea da lagarta ia até os campos de soja para colocar seus ovos ali, pois sabia que o milho voltaria a ser plantado depois da soja nesses talhões, o que significaria que as larvas teriam bastante comida para comer.

A razão para essa mutação da lagarta foi a sequência repetida de cultivos. Ou seja: a praga conseguiu aprender a contar até dois (milho – soja), mas seria impossível ela fazer essa descoberta com uma rotação decultivos mais variada.

Além disso, o, não podemos deixar de citar outra consequência: o impacto negativo dos resíduos de herbicidas e seus produtos de decomposição sobre as culturas nas safras seguintes. Isso pode levar a um desenvolvimento atrofiado da cultura, a plantas doentes ou até mesmo à perda de safra em casos mais extremos.

Diferentes culturas têm diferentes níveis de suscetibilidade a herbicidas. Porisso , não é recomendável o plantio de alfafa após o plantio de milho, caso o milho tenha sido tratado com triazina no ano anterior. Isso porque as triazinas são fatais para a alfafa durante seu primeiro ano de ciclo de vida. Outro exemplo se refere ao sistema de produção Clearfield®. Ele também impõe certas limitações na variedade de culturas a serem usadas em seus gráficos de rotação de culturas, porque requer híbridos específicos resistentes a Clearfield®, como trigo Clearfield Plus®, canola Clearfield®, cevada Clearfield® etc.

Ao trabalhar com herbicidas, leia atentamente as recomendações do fabricante.

3. Como criar um gráfico de rotação de culturas no aplicativo OneSoil

Agora que você viu as noções básicas, vamos botar a mão na massa.

Para criar um gráfico de rotação de culturas no aplicativo Web OneSoil:

  1. Acesse a guia "Talhões".

  2. Clique no botão "Criar rotação de culturas" localizado acima da lista de talhões, que encaminhará você para a guia "Rotação de culturas".

  3. Na guia "Rotação de culturas", adicione culturas, datas de plantio, datas de colheita e rendimento para cada talhão em cada safra. É possível adicionar várias culturas ao mesmo campo.

Também é possível editar todos os seus dados (limites do campo, culturas, variedades, híbridos, datas de plantio, safras etc.).

No aplicativo Web OneSoil, também podemos criar automaticamente uma sequência de rotação de culturas eficaz para você. Para isso, especifique as culturas a serem plantadas na safra atual e a área que elas cobrirão. Em seguida, o aplicativo gerará automaticamente o gráfico de rotação de culturas certo para você. Caso já tenha inserido dados das safras anteriores, o aplicativo OneSoil criará o gráfico levando esses dados em consideração.

Para gerar um gráfico de rotação de culturas no aplicativo móvel OneSoil (iOS/Android):

  1. Toque no botão "Criar rotação de culturas" para abrir o gráfico correspondente.

  2. Toque no botão "Safras" e adicione a safra correspondente.

  3. Volte para o gráfico de rotação de culturas e insira suas culturas.

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OneSoil
Chegou a hora de criar gráficos de rotação de cultura!
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